| Frente & Verso | ||||
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vida de frila Eu me identifiquei muito com este texto. Meus comentários sobre o assunto: 1- E o constrangimento diante de um entrevistado quando minha cachorra, que fica aqui no meu quarto, late? Aí, sim, sou obrigada a explicar que trabalho em casa. Afinal, ainda não inventaram redação em que se possa levar o animal de estimação! 2- Por que os assessores de imprensa são tão chatos? Será que eles não conhecem a realidade das redações, não sabem que boa parte das revistas só sobrevive graças a uma extensa equipe de freelancers? Por que eles torcem a cara quando você vai dizer seu email e não é @abril, @tvglobo ou @folhasp? Outro dia, uma assessora me disse, toda irônica, que olhou no expediente da revista e não viu meu nome lá. Me poupe! 3- Ao contrário do Maurício, não, não estou satisfeita com a situação. Primeiro, porque não moro em Florianópolis. :-) Segundo, porque não é todo mês que tem trabalho o suficiente para pagar as contas da casa e não tenho direito a férias, 13º, vale-refeição e, pior de tudo, não tenho impressora em casa! E eu a-do-ro imprimir meus emails, documentos importantes etc. 4- É, esta instável vida de frila -- há três anos -- é um dos motivos para minha crise profissional! Isso me fez pensar com muita seriedade, nos últimos meses, em mudar de profissão. Não sei se por covardia ou por falta de criatividade para pensar em outro trabalho ou porque eu gosto mesmo de ser jornalista (ou por isso tudo junto), resolvi continuar. Não sei até quando eu agüento, mas vou continuar tentando. Mais um pouquinho. Ninguém aí quer me contratar não? Escrito por Marina às 19h31 [ ] [ envie esta mensagem ] nas entrelinhas 2 O negócio tá ficando sério. Hoje, uma amiga com quem não falo há séculos (e, portanto, não tem idéia da crise por aqui), botou a seguinte mensagem no MSN: "É preciso força, para sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê". É uma indireta pra mim também? :-) Escrito por Marina às 16h51 [ ] [ envie esta mensagem ] nas entrelinhas Quando você fecha para balanço e para pensar na vida, começa a ver sinais nas entrelinhas e nas bobagens do cotidiano -- se um cachorro abana o rabo, tem gente que já acha que é um sinal de sorte. Comigo foi assim. No sábado, em meio a uma crise daquelas, achei até que a personagem da Deborah Secco em América tinha preparado esse diálogo só pra mim: -- Sonho não tem idade, Ed. A gente não pode desistir nunca de nosso sonho, diz Sol para o Ed (aquele personagem horrível do Caco Ciocler). Ela só podia estar mandando esse recado para mim!!! Eu me enchi de fôlego e decidi, pelo menos por enquanto, que o sonho continua. Como me disse minha querida irmãzinha, "sou brasileira e não desisto nunca". Mesmo com 10 mil imbecis me chamando de incompetente. Escrito por Marina às 19h08 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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