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curtas e redondas

- Não sei como Lamartine Babo conseguia compor hinos igualmente fantásticos para clubes diferentes! Para que time será que ele torcia de verdade?

- Não me lembro, em um passado recente, dessa história de jogos com portões fechados, sem torcida. Mas gostei da idéia como punição.

- A seleção jogar para comemorar os 40 anos da Rede Globo não me cheirou bem.

- Racismo de novo contra o Grafite no jogo de ontem. Que vergonha para os paulistanos.

- Que triste o fim da geral no Maracanã. Saiu uma crônica muito legal na Carta Capital sobre isso, leiam!



Escrito por Marina às 19h27
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odeio

Top -5
Por que eu não gosto do hino...
1- do Cruzeiro: rimas sem-graça (cidade/vaidade) e exageros (jamais vencido? conta outra!) à parte, o hino não tem nada de interessante.
Cruzeiro
(Maestro Jadir Ambrósio)
Existe um grande clube na cidade
Que mora dentro do meu coração
Eu vivo cheio de vaidade,
Pois na realidade é um grande campeão
Nos gramados de Minas Gerais
Temos páginas heróicas, imortais
Cruzeiro, Cruzeiro querido
Tão combatido, jamais vencido !
 
2- do Internacional: linguagem rebuscada (nem eu sei o que são "plagas"!), não combina com o caráter popular do futebol.
Celeiro de Ases (Nélson Silva, 1957)
Glória do desporto nacional
Oh, Internacional
Que eu vivo a exaltar
Levas a plagas distantes
Feitos relevantes
Vives a brilhar
Correm os anos, surge o amanhã
Radioso de luz, varonil
Segue a tua senda de vitórias
Colorado das glórias
Orgulho do Brasil
É teu passado alvi-rubro
Motivo de festas em nossos corações
O teu presente diz tudo
Trazendo à torcida alegres emoções
3- do Santos: oportunista. Parece até que o cara só começou a torcer porque o time ganhou alguma coisa.
Hino do Santos
(Mangeri Neto e Mangeri Sobrinho)
Agora quem dá bola é o Santos
O Santos é o novo campeão
Glorioso alvinegro praiano
Campeão absoluto desse ano
Santos, Santos sempre Santos
Dentro ou fora do alçapão
Jogue o que jogar
És o leão do mar
Salve o nosso campeão
4- do Palmeiras: vocabulário rebuscado ("prélio?") e pretensão demais ("imponente"?). E por ser do Palmeiras, oras.
Palmeiras
(Antônio Sergi e Gennaro Rodrigues)
Quando surge o alviverde imponente
No gramado em que a luta o aguarda
Sabe bem o que vem pela frente
Que a dureza do prélio não tarda
E o Palmeiras no ardor da partida
Transformando a lealdade em padrão
Sabe sempre levar de vencida
E mostrar que de fato é campeão
Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça
Torcida que canta e vibra
Por nosso alviverde inteiro
Que sabe ser brasileiro
ostentando a sua fibra
5- do Fluminense: apesar de ser uma das poucas letras que ressalta a paz, ela tem um defeito grave: é uma ode à fidalguia pó-de-arroz.
Marcha do Fluminense F.C.
(Lyrio Pannicalli e Lamartine Babo) 
Sou tricolor de coração
Sou do clube tantas vezes campeão
Fascina pela sua disciplina
O Fluminense me domina
Eu tenho amor ao tricolor
Salve o querido pavilhão
Das três cores que traduzem tradição
A paz, a esperança e o vigor
Unido e forte pelo esporte
Eu sou é tricolor  
Vence o Fluminense
Com o sangue do encarnado
Com amor e com vigor
Faz a torcida querida
Vibrar de emoção o tri-campeão 
Vence o Fluminense
Usando a fidalguia
Branco é paz e harmonia
Brilha com o sol
Da manhã
Qual luz de um refletor
Salve o Tricolor  


Escrito por Marina às 19h27
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amo

* * * *
A história dos hinos me empolgou e resolvi fazer a minha seleção dos top 5 no Brasil (e dos top 5 do mal também, com direito a trechos das letras!). Olha só:
Por que eu amo os hinos...
1- do Grêmio: De longe, é o hino que passa o verdadeiro significado de torcer e do que é capaz um gremista raçudo, apaixonado, fiel. A canção também é muito bacana. Para cantar com a mão sobre o lado esquerdo do peito.
 
Grêmio
(Lupicínio Rodrigues)
Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo é que nós estaremos
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver
Fim do Início
Cinquenta anos de glória
Tens imoral tricolor
Os feitos da tua história
Canta o Rio Grande com amor
Nós como bons torcedores
Sem hesitarmos sequer
Aplaudiremos o Grêmio
Onde o Grêmio estiver
Lara o craque imoral
Soube o seu nome elevar
Hoje com o mesmo ideal
Nós saberemos te hansar
 
2-do Flamengo: também exalta a fidelidade às cores do clube, mas é alegre e brincalhão, em acordo com o carioca way of life.
Flamengo
(Lamartine Babo)
Uma vez Flamengo, sempre Flamengo
Flamengo eu sempre hei de ser
É o meu maior prazer, vê-lo brilhar
Seja na terra, seja no mar
Vencer, vencer, vencer
Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer
Na regata ele me mata, me maltrata, me arrebata
Que emoção no coração
Consagrado no gramado, sempre amado, o mais cotado
No Fla-Flu é o "Ai, Jesus!"
Eu teria um desgosto profundo
Se faltasse o Flamengo no mundo
Ele vibra, ele é fibra, muita libra já pesou
Flamengo até morrer eu sou
É eu sou!
 
 
3-do Corinthians: além de ser meu time do coração (mas o hino do Grêmio continua sendo meu preferido), o Corinthians é dono de uma bela canção, que exalta o amor eterno ao clube.
Corinthians
(Lauro D'Avila)
Salve o Corinthians
O campeão dos campeões
Eternamente
Dentro dos nossos corações
Salve o Corinthians
De tradição e glórias mil
Tu és orgulho
Dos desportistas do Brasil
Teu passado é uma bandeira
Teu presente, uma lição
Figuras entre os primeiros
Do nosso esporte bretão
Corinthians grande
Sempre altaneiro
És do Brasil
O clube mais brasileiro!
 
4- do Vasco: além da melodia gostosa, o hino arrisca até conhecimentos de história do Brasil! Uma mini-aula, em um país com tanta falta de educação, cai bem.
Vasco
(Lamartine Babo)
Vamos todos cantar de coração
A cruz de malta é o meu pendão
Tu tens o nome do heróico português
Vasco da Gama a tua fama assim se fez
Tua imensa torcida bem feliz
Norte-Sul, Norte-Sul deste país
Tua estrela, na terra a brilhar
Ilumina o mar
No atletismo és um braço
No remo és imortal
No futebol és o traço
De união Brasil-Portugal 
5- do Atlético PR: segue a mesma linha do Grêmio: raça e força. Torcedor tem que dar até o sangue se preciso for. That's the spirit.
Atlético Paranaense
(Zinder Lins / Genésio Ramalho)
Atlético! Atlético!
Conhecemos teu valor
E a camisa Rubro-Negra
Só se veste por Amor! (Refrão)
Vamos marchar sempre cantando
O hino do Furacão
E no peito ostententando
A faixa de Campeão
(Refrão)
O coração Atleticano
Deve estar sempre voltado
Para os feitos do presente
E as glórias do passado
(Refrão)
A tradição vigor sem jaça
Nos legou sangue forte,
Rubro-Negro é quem tem raça
E não teme a própria morte


Escrito por Marina às 19h26
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Ode aos hinos

Adivinhem? Vou quebrar meu silêncio quase mensal falando de... futebol! Agora agüenta.
O melhor momento do globojogo de ontem, para mim, foi o momento em que as seleções entoaram seus hinos nacionais. Não, não estou me referindo às lágrimas vertidas pelo agora aposentado Romário (se bem que, admito, foi emocionante pra caramba). Estou me referindo ao hino da Guatemala! Sen-sa-cio-nal. Adorei a letra revolucionária e ousada, que brada contra os tiranos e termina dizendo que o povo "antes morto que escravo será".
Enquanto isso, nosso hino nacional só fica falando das belezas de nossa pátria gentil, de céus estreladas e campos floridos. Bah, eu queria um hino a la Simon Bolívar também (que Mr Bush não me ouça)! A única vantagem do nosso hino é a melodia, que está bem acima da letra parnasiana.
Comparem só a diferença de tom de trechinhos das duas canções:
 
Hino da Guatemala
"¡Guatemala feliz! que tus aras
No profane jamás el verdugo;
Ni haya esclavos que laman el yugo
Ni tiranos que escupan tu faz.
Si mañana tu suelo sagrado
Lo amenaza invasión extranjera,
Libre al viento tu hermosa bandera
A vencer o a morir llamará.
Libre al viento tu hermosa bandera
A vencer o a morir llamará;
Que tu pueblo con ánima fiera
Antes meurto q'esclavo será."
 
Hino do Brasil
"Deitado eternamente em berço esplêndido,
ao som do mar e à luz do céu profundo,
fulguras, ó Brasil, florão da América,
iluminado ao sol do novo mundo!
Do que a terra, mais garrida,
teus risonhos lindos campos têm mais flores;
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida em teu seio mais amores."


Escrito por Marina às 19h25
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