| Frente & Verso | ||||
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Seja lobbista você também! Para quem quiser fazer seu lobby, como disse o Júlio, aqui vai a dica: entrem no http://www2.camara.gov.br/ e procurem o email do seu deputado (vocês ainda se lembram em quem votaram, né?!). Para quem também for eleitor da Erundina, o email dela é dep.luizaerundina@camara.gov.br E mandem email também para o cara-de-pau do Severino Cavalcanti: dep.severinocavalcanti@camara.gov.br Tá dado o recado! Escrito por Marina às 11h39 [ ] [ envie esta mensagem ] Sabe quando vc acha que aquele seu email nunca vai ser respondido? O meu foi. Estou muito feliz e orgulhosa da minha escolha como cidadã. Segue: 24/2/2005 Erundina pede que aumento de salário de deputados não entre em pauta Brasília _ A deputada Luíza Erundina (SP) é contrária ao decreto legislativo que elevará os vencimentos dos parlamentares para R$ 21.500,00. Durante a sessão de hoje, ela chegou a fazer um apelo ao presidente da Câmara, deputado Severino Cavalcanti (PP/PE), para que o projeto não entre na pauta.
De: Marina Enviada em: terça-feira, 22 de fevereiro de 2005 17:57 Para: Dep. Luiza Erundina Assunto: Vote contra o aumento de salário! Prioridade: Alta Prezada Deputada Luíza Erundina,
O meu voto ajudou a elegê-la em 2002. Por isso, gostaria de me sentir representada no Congresso Nacional. Escrevo esta mensagem para pedir que, por favor, não apóie o aumento de salários dos deputados federais proposto pelo novo presidente da Câmara. Sou brasileira, eleitora, não tenho emprego e esse absurdo me revolta. Espero que não seja aprovado.
Atenciosamente,
Marina M.G.V Escrito por Marina às 19h23 [ ] [ envie esta mensagem ] meninos e meninas Carol joga futebol com os meninos do colégio. Às vésperas da final do campeonato, uma tragédia acontece: a primeira menstruação. Ela morre de ódio do acontecimento imprevisto e se tranca no quarto. Para piorar, entra em parafuso quando começa a ouvir de todos à sua volta a terrível ladainha: “você virou mocinha”. Quando volta à escola, Carol é convidada para uma festinha de aniversário de uma amiga no mesmo dia em que o jogo seria disputado. Em dúvida sobre o que fazer, ela acaba cedendo à pressão social da irmã mais velha. Faz as unhas, enfrenta o martírio da depilação, põe um vestidinho preto indefectível e opta pela festa, deixando de lado o futebol. Depois de ouvir a irmã mais velha de Carol dizer, sobre a escolha entre festa e jogo, “isso não é apenas uma escolha entre uma festa e um jogo. É a sua vida!”, eu já estava achando a história maniqueísta demais. O final, no entanto, trouxe uma boa surpresa: Carol foi, sim, à festa da amiga. Achando aquilo tudo muito chato, ela chama o amigo do futebol para a quadra e termina o episódio da série “Confissões de adolescente” cobrando pênalti com ele. Encontrar desprevenida numa tarde de domingo “Confissões de adolescente”, um hit da minha puberdade (eu já tinha lido o livro, mas nunca havia assistido à série), me transportou de volta lá para o começo da década de 90. E, é claro, me deu saudades daquela época. A minha identificação com Carol foi imediata. Eu não jogava futebol, mas adorava brincadeiras de rua (bete, ou taco, era uma das minhas preferidas), e ostentava orgulhosa marcas das minhas estripulias, como os joelhos e os cotovelos ralados. Detestava cuidar da aparência – fui à manicure pela primeira vez aos 17 anos de idade! Odiava usar saias e vestidos. Quem me conhece pode dizer, com razão, que eu não mudei muito, na verdade. Hoje eu até uso rosa e tenho quatro (um recorde!) vestidos, mas minha cor preferida continua sendo o azul e não abro mão de calça jeans (dessa peça, sim, tenho mais de 10) quase todo dia. Adoro ver novela, mas não me peça para deixar de assistir ao jogo do Corinthians (está 0 a 0 contra o Jundiaí agora!). Não deixo de comprar uma quinquilharia fofa da Hello Kitty, mas não é raro que eu me sinta muito bem toda largada, de pijama, sem nem pentear o cabelo. Nesse túnel do tempo, aliás, o que mais me deu saudades da infância foi aquela época em que era possível ter amizades com meninos sem me preocupar. Hoje, tenho amigos do sexo masculino, mas toda vez que um deles me convida para sair a sós, tenho que pensar mil vezes e ficar analisando o discurso (jornalista é foda) para tentar achar alguma segunda intenção do cara nas entrelinhas. Droga. Não gosto de pensar que estou dando falsas esperanças para esses amigos, sendo que tudo que quero deles é poder conversar animadamente sobre futebol, descer a lenha no Severino Cavalcanti, saber o que faço quando meu carro arria a bateria, perguntar quem eles acham que são as gostosonas do momento (só para poder criticar o mau gosto deles, é claro!) e até questionar se estou muito gorda, tendo uma opinião isenta, mas masculina. Sem querer reforçar estereótipos, há poucas amigas minhas com quem posso ter esse tipo de conversa. A vida é não é fácil. Em tempo: Uma inimaginável Deborah Secco, magrinha e dentucinha, interpreta Carol. Falta de tempo: a primeira versão desse post (que eu sempre vou achar que ficou melhor que a segunda, mas beleza) foi engolida pelo uol. Ué, antes não havia uma ferramenta que te avisava quando o tempo para publicar estava se esgotando, evitando que você perdesse tudo? Onde foi parar esse maravilhoso recurso? Magooei. Escrito por Marina às 17h51 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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