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Seja lobbista você também!

Para quem quiser fazer seu lobby, como disse o Júlio, aqui vai a dica: entrem no http://www2.camara.gov.br/ e procurem o email do seu deputado (vocês ainda se lembram em quem votaram, né?!).

Para quem também for eleitor da Erundina, o email dela é dep.luizaerundina@camara.gov.br

E mandem email também para o cara-de-pau do Severino Cavalcanti: dep.severinocavalcanti@camara.gov.br

Tá dado o recado!



Escrito por Marina às 11h39
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Sabe quando vc acha que aquele seu email nunca vai ser respondido?

O meu foi. Estou muito feliz e orgulhosa da minha escolha como cidadã.

Segue:

24/2/2005

Erundina pede que aumento de salário de deputados não entre em pauta

Brasília _ A deputada Luíza Erundina (SP) é contrária ao decreto legislativo que elevará os vencimentos dos parlamentares para R$ 21.500,00. Durante a sessão de hoje, ela chegou a fazer um apelo ao presidente da Câmara, deputado Severino Cavalcanti (PP/PE), para que o projeto não entre na pauta.

O presidente, no entanto, alegou que a proposta estaria de acordo com a Constituição Federal e, por isso, vai ser mantida. A deputada, no entanto, retrucou dizendo que se a Constituição fosse cumprida, o salário mínimo do trabalhador deveria ultrapassar, atualmente, os R$ 1.000, 00.

“Essa medida atenta contra a própria instituição da Câmara dos Deputados. É uma vergonha diante da opinião pública. É uma afronta aos trabalhadores desse País. Temos que exigir do plenário uma resposta enérgica, definitiva, sobretudo nesse momento em que se inicia uma nova gestão na Casa “, disse.

Erundina defende que se a apreciação em plenário for inevitável, a votação deve ser nominal, para que sejam divulgados os nomes dos parlamentares que aprovam essa proposta que ela considera “antidemocrática e um atentado à imagem do Legislativo”.

A socialista considerou incoerentes as medidas anunciadas pela Mesa Diretora, no sentido de criar uma secretaria de controle do desperdício para cortar gastos. “É uma cortina de fumaça para tentar justificar o injustificável, como é que se aumenta em mais de 60% a remuneração de parlamentares, quando agente sabe do nível de desemprego que tem na sociedade, a perda de renda crescente que os trabalhadores brasileiros vêm sofrendo”, avaliou.

Ela esclareceu que é favorável ao corte de gastos, independentemente de aumentar o salário dos deputados, pois, em sua opinião, isso racionalizaria as despesas da Casa.


 


De: Marina
Enviada em: terça-feira, 22 de fevereiro de 2005 17:57
Para: Dep. Luiza Erundina
Assunto: Vote contra o aumento de salário!
Prioridade: Alta

Prezada Deputada Luíza Erundina,
 
O meu voto ajudou a elegê-la em 2002. Por isso, gostaria de me sentir representada no Congresso Nacional. Escrevo esta mensagem para pedir que, por favor, não apóie o aumento de salários dos deputados federais proposto pelo novo presidente da Câmara. Sou brasileira, eleitora, não tenho emprego e esse absurdo me revolta. Espero que não seja aprovado.
 
Atenciosamente,
Marina M.G.V


Escrito por Marina às 19h23
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meninos e meninas

Carol joga futebol com os meninos do colégio. Às vésperas da final do campeonato, uma tragédia acontece: a primeira menstruação. Ela morre de ódio do acontecimento imprevisto e se tranca no quarto. Para piorar, entra em parafuso quando começa a ouvir de todos à sua volta a terrível ladainha: “você virou mocinha”. Quando volta à escola, Carol é convidada para uma festinha de aniversário de uma amiga no mesmo dia em que o jogo seria disputado. Em dúvida sobre o que fazer, ela acaba cedendo à pressão social da irmã mais velha. Faz as unhas, enfrenta o martírio da depilação, põe um vestidinho preto indefectível e opta pela festa, deixando de lado o futebol.

Depois de ouvir a irmã mais velha de Carol dizer, sobre a escolha entre festa e jogo, “isso não é apenas uma escolha entre uma festa e um jogo. É a sua vida!”, eu já estava achando a história maniqueísta demais.

O final, no entanto, trouxe uma boa surpresa: Carol foi, sim, à festa da amiga. Achando aquilo tudo muito chato, ela chama o amigo do futebol para a quadra e termina o episódio da série “Confissões de adolescente” cobrando pênalti com ele.

Encontrar desprevenida numa tarde de domingo “Confissões de adolescente”, um hit da minha puberdade (eu já tinha lido o livro, mas nunca havia assistido à série), me transportou de volta lá para o começo da década de 90.

E, é claro, me deu saudades daquela época. A minha identificação com Carol foi imediata. Eu não jogava futebol, mas adorava brincadeiras de rua (bete, ou taco, era uma das minhas preferidas), e ostentava orgulhosa marcas das minhas estripulias, como os joelhos e os cotovelos ralados. Detestava cuidar da aparência – fui à manicure pela primeira vez aos 17 anos de idade! Odiava usar saias e vestidos.

Quem me conhece pode dizer, com razão, que eu não mudei muito, na verdade. Hoje eu até uso rosa e tenho quatro (um recorde!) vestidos, mas minha cor preferida continua sendo o azul e não abro mão de calça jeans (dessa peça, sim, tenho mais de 10) quase todo dia. Adoro ver novela, mas não me peça para deixar de assistir ao jogo do Corinthians (está 0 a 0 contra o Jundiaí agora!). Não deixo de comprar uma quinquilharia fofa da Hello Kitty, mas não é raro que eu me sinta muito bem toda largada, de pijama, sem nem pentear o cabelo.

Nesse túnel do tempo, aliás, o que mais me deu saudades da infância foi aquela época em que era possível ter amizades com meninos sem me preocupar. Hoje, tenho amigos do sexo masculino, mas toda vez que um deles me convida para sair a sós, tenho que pensar mil vezes e ficar analisando o discurso (jornalista é foda) para tentar achar alguma segunda intenção do cara nas entrelinhas. Droga. Não gosto de pensar que estou dando falsas esperanças para esses amigos, sendo que tudo que quero deles é poder conversar animadamente sobre futebol, descer a lenha no Severino Cavalcanti, saber o que faço quando meu carro arria a bateria, perguntar quem eles acham que são as gostosonas do momento (só para poder criticar o mau gosto deles, é claro!) e até questionar se estou muito gorda, tendo uma opinião isenta, mas masculina. Sem querer reforçar estereótipos, há poucas amigas minhas com quem posso ter esse tipo de conversa. A vida é não é fácil.

 

Em tempo: Uma inimaginável Deborah Secco, magrinha e dentucinha, interpreta Carol.

Falta de tempo: a primeira versão desse post (que eu sempre vou achar que ficou melhor que a segunda, mas beleza) foi engolida pelo uol. Ué, antes não havia uma ferramenta que te avisava quando o tempo para publicar estava se esgotando, evitando que você perdesse tudo? Onde foi parar esse maravilhoso recurso? Magooei.



Escrito por Marina às 17h51
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