| Frente & Verso | ||||
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Qual é a sua graça? A minha é Marina. Hoje até acho um nome bonito, mas nunca tinha notado muita graça na minha... graça. Até que o Graça me presenteou com um texto em que joga luzes sobre Marina, o nome.
"Em duas horas escrevo uma palavra: Marina. Depois, aproveitando letras deste nome, arranjo coisas absurdas: ar, mar, rima, arma, ira, amar. (...) Ar, mar, ria, arma, ira. Passatempo estúpido."
Que estúpido, que nada. Eu adorei a idéia: mina, mana, mara, riam, ana. Nunca pensei que pudesse caber tanta coisa em mim, ops, em Marina. Obrigada, Graciliano Ramos, o "Graça". A leitura de "Angústia", de onde tirei esse trecho, certamente foi um dos hits do feriado.
* * *
Ainda do mesmo livro, quando Luís conversa com os pais de Marina sobre um possível emprego.
"- Pois é como lhe disse, murmurei. Vamos ver. Que, para ser franco, nem sei se a Marina se ajeita. Ela sabe datilografar?
- Não sabe nada, atalhou seu Ramalho. Você foi amolar o rapaz com peditórios, mulher? Eu não tinha lhe dito que não tocasse nisso?
- Que é que tem, seu Ramalho? Ela quer que a moça trabalhe. É natural.
- Trabalhar em quê, meu amigo? Só se for em pintar a cara, que é o que ela sabe fazer."
Finalmente descobri de onde Dorival Caymmi tirou inspiração para a música que leva meu lindo nominho e que tem uma das letras mais machistas da MPB. E que, por coincidência, ouvi na última quarta-feira numa roda de samba num bar na Vila Madalena. E, ouvindo ao vivo pela primeira vez, admito que gostei. Escrito por Marina às 12h54 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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