Verbete
Sou uma pessoa fiduciária. Na verdade, talvez só os fundos possam ser fiduciários (dependentes de confiança ou que a revelam, segundo o Pai dos Burros). Lá estavam os fundos fiduciários, num pé de texto de uma matéria que veio de Brasília para o caderno de economia. Os fundos, coitados, não puderam sequer confiar em mim -- acabei cortando-os do texto por falta de espaço. A pobre contrapartida, uma minihomenagem, é esse textículo sobre o novo verbete que acabo de incorporar ao meu vocabulário. Me identifiquei (foda-se a próclise) muito com as coisas fiduciárias. Acho até que é uma característica das mais importantes para a personalidade do sujeito. Vou além: acho que se houvesse mais pessoas fiduciárias, o mundo seria outro.
Em tempo: fiduciário vem de fidúcia. Confiança, segurança, fiúza. E eu pensava que Fiúza era só um sobrenome gozado.
Escrito por Marina às 21h43
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ ver mensagens anteriores ]
|